segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Que mulher valente!

Do blog de Magno Martins
 Carta aberta ao Senador Renan Calheiros

'Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz'. As vacas de Renan dão cria 24 h, por dia. Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas! Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana. Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas.

Do menino ingênuo que eu fui buscar em Murici para ser deputado estadual em 1978 - que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição dentro da ditadura militar - você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem nunca a ousar como os bandidos.

Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino, que é vencer a qualquer preço. E resolveu armar-se.
Fosse qual fosse o preço, Renan Calheiros nunca mais seria o filho do Olavo, a degladiar-se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.

Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um atalho, um mil artifícios para vencê-los, e, quem sabe, um dia derrotaria todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham empregados cujo serviço exclusivo era abanar, durante horas, um leque imenso sobre a mesa dos usineiros, para que os mosquitos de Murici (em Murici, até os mosquitos são vorazes) não mordessem a tez rósea de seus donos:
Quem sabe, um dia, com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros o dono único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho onde seu pai, humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.

Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.

Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor, aproximaram-se dele e se aliaram, começou a ser Parido o novo Renan.

Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito.
Os seus colegas de Universidade diziam isso. Longe de ser um demérito, essa sua espessa ignorância literária faz sobressair, ainda mais, o seu talento
De vencedor.
Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à pobreza e o ser pobre. E Renan Calheiros decidiu que, se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria em tudo.
Haveria de ser recebido em Palácios, em mansões de milionários, em Congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto, todos os seus traumas banhados no rio Mundaú seriam rebatizados em Fausto e opulência; 'Lá, terei a mulher que quero, na cama que escolherei.
Serei amigo do Rei.'

Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: 'A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível.' Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia: 'Suje-se, gordo! Quer sujar-se? Suje-se, gordo!'

Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez. Nesse mandato, nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência.
No seu caso, nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço! Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou essa sua campanha com US1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista Milton, enquanto você esperava, bebericando, no antigo Hotel Luxor, av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho.

E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-lo nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a qualquer preço.
O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha -
e é tudo seu, montanha e glória - ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e não treme, que blefa rindo, e cujos olhos indecifráveis Intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.

Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem, na política brasileira, a tem? Quem, neste Planalto, centro das grandes picaretagens nacionais, atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse público?
ACM, que, na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem-cerimônia com que cultiva corruptos?
José Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu pai-velho, passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem?

Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O presidente Lula, que deu o golpe do operário, no dizer de Brizola, e hoje hospeda no seu Ministério um office boy do próprio Brizola? 
Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal? No velho dizer dos canalhas, todos fazem isso, mentem, roubam, traem.
Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de improbidade, de desvio de conduta pública e privada, tem a quase unanimidade deste Senado de Quasímodos morais para blindá-lo.

E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra - Siba - é o camareiro de seu salvo-conduto para a impunidade, e fará de tudo para que a sua bandeira - absolver Renan no Conselho de Ética - consagre a sua carreira.
Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o jeito sestroso com que ele defende o chefe... É mais realista que o Rei. E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo, previne: quero absolver Renan.

Que Corregedor!... Que Senado!...Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao TRE. Confira, tem a sua assinatura:

1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil,
 2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil,
 3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$ 100 mil,
 4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil ..

E SÓ!
Você não declarou nenhuma fazenda, nem uma cabeça de gado!! Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$1 milhão, e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico, vale mais de R$ 2.000.000.
Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$ 5.000.000.

Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhões, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranjas? Que herança moral você deixa para seus descendentes?.

Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena? Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de Murici.
E você respondeu: 'Não tenho uma só tarefa de terra. A vocação de agricultor da família é o Olavinho.'
É verdade, especialmente no verde das mesas de pôquer!

O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices. 
Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e mentiroso.
Hoje perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como você!

Por favor, divulguem para Brasil inteiro para ver se o Congresso cria vergonha na cara.
Os alagoanos agradecem.
Thereza Collor
TEXTO DE THEREZA COLLOR
Publicado por Mendonça Neto, Jornal Extra - Rio de Janeiro

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Melhora na Saúde


Apesar da herança maldita do governo anterior, o governo Luiz Carlos já começa a mostrar resultados, principalmente na área da saúde e limpeza urbana.
Na saúde, a situação era das piores: todos os PSFs estavam fechados, o hospital sem médicos, o bloco cirúrgico sem condições de funcionamento, faltava alimentação para servidores e internos, faltava medicamentos, materiais diversos, as ambulâncias sem condições de operar, um verdadeiro caos.
Em menos de trinta dias já se pode notar avanços importantes na saúde, que já se encontra com todos os postos de saúde funcionando, com médicos, dentistas e demais profissionais de saúde; na Unidade Mista os pacientes já podem contar também com um corpo técnico capaz de atender as demandas normais.
O próximo passo será a contratação de profissionais especializados, principalmente nas áreas de ortopedia, que tem sido responsável pela maior parte dos encaminhamentos para outros centros de saúde mais avançados; ginecologia, cardiologia e outras áreas da saúde.
É gratificante agente chegar aos diversos lugares do nosso município e escutar as pessoas elogiando o trabalho do nosso governo. Isto já está acontecendo, principalmente na área da saúde, administrada pelo enfermeiro Kássio Freitas, um jovem competente e dedicado ao trabalho.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Estudante de Agronomia morre em acidente


Uma colisão entre dois veículos causou a morte de duas pessoas na BR 232, entre Sítio dos Nunes e Serra Talhada, deixando outras quatro pessoas feridas, algumas delas em estado grave.
Morreu no local, o estudante de agronomia, José Victor Jerônimo Neto, motorista do veículo Renault Clio, que levava outras três pessoas para o Estado do Espírito Santo, onde pretendiam participar de um concurso público.
Zito, como era mais conhecido era filho de Manoel Ferreira Jerônimo e Mécia Jeane de Freitas Ferreira, tia do atual secretário de saúde de Custódia, Kássio Freitas. A namorada de Zito, que viajava no banco do passageiro foi socorrida para o hospital de Custódia e depois transferida para Serra Talhada, em estado grave.
O motorista do outro veículo, uma Fiat Doblo pertencente, a Prefeitura de Salgueiro, faleceu no local. Ainda não se sabe os motivos do acidente, porém, supõe-se que um dos veículos tentou uma ultrapassagem forçada.
O vereador Gilberto de Belchior, tio de Kassio, lamenta a morte prematura de Victor, um jovem que estava prestes a se tornar seu colega de profissão (Engº Agrônomo), ao mesmo tempo em que externa a todos os familiares, seus cinceros votos de pesar, pela perda de seu ente querido.

domingo, 27 de janeiro de 2013

CHUVAS - MAIS UM ANO DIFÍCIL

Não são nada animadoras as previsões de chuvas para o primeiro trimestre de 2013 (janeiro, fevereiro e março), justamente o nosso período de inverno, o que significa dizer que teremos mais um ano difícil, principalmente para o homem do campo.
Em fevereiro de 2012 o Vereador Gilberto de Belchior aprovou Requerimento alertando as autoridades, do Município, do Estado e da União, para a estiagem que acabou se confirmando e a necessidade de medidas para o combate dos efeitos dela. Infelizmente pouca coisa foi feita nesse sentido.
Agora, com a previsão de mais um ano de poucas chuvas, divulgadas pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climatológicos e o Instituto Nacional de Meteorologia, a situação pode ficar ainda mais grave que em 2012, porque os nossos reservatórios já estão entrando em colapso e a nossa pecuária praticamente extinta.
Programas como perfuração, instalação e tratamento de águas de poços artesianos precisam entrar em operação com a máxima urgência, bem como a ampliação da frota de carros pipas.
É preciso ter cautela com relação a programas que possam não surtir efeito, em se confirmando a escassez de chuvas, como por exemplo, aração de terra e distribuição de sementes. Outros programas poderiam dar melhor resultado, como a recuperação da palma forrageira, a multiplicação do mandacaru sem espinhos, a liberação dos estoques de milho da Conab, entre outros.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ESTADO QUER FAZER CHOVER


Na tentativa de amenizar os efeitos da pior seca que castiga a Região, o Governo do Estado, através da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), está convocando empresas especializadas em semeação de nuvens. A ideia é realizar os estudos de viabilidade para a produção de chuvas, a partir do lançamento de sais, como o iodeto de prata, sobre as massas de vapor de água. A substância age como um componente de atração de umidade, provocando a precipitação da chuva.
No Brasil, os estados do Ceará, Bahia e São Paulo já utilizam o sistema com o intuito de amenizar a estiagem em algumas regiões.
O vereador Gilberto de Belchior, que é Engº Agrônomo acredita que esse processo pode trazer bons resultados, porque o Estado de Pernambuco é estreito e longo, tendo seu eixo longitudinal alinhado na mesma direção da maioria das correntes de ar, ou seja, uma vez bombardeadas as nuvens se deslocariam pelo interior do Estado, evitando a precipitação em estados vizinhos.
Essa técnica não é nova, porém, é a primeira vez que um governador do nosso estado demonstra interesse nela, afirma Gilberto. Vamos torcer para que isso aconteça.

domingo, 6 de janeiro de 2013

A POSSE DOS NVOS GOVERNANTES MARCA O INÍCIO DE UM NOVO TEMPO


O prefeito Luiz Carlos assume o comando do governo municipal, com a missão de resolver muitos problemas, em todas as áreas da administração. De imediato, já encontra uma folha de pagamento contendo vícios que se acumularam ao longo dos últimos oito anos, como gratificações que ultrapassam a cifra de dois mil reais, além do salário base.
O prefeito que saiu deixou uma herança maldita que certamente irá demandar muito tempo para se colocar a Casa em ordem. Obras paralisadas, dívidas, obras mal executadas, equipamentos irrecuperáveis, são alguns dos exemplos dessa herança.
Em seu discurso de posse, o vereador Gilberto de Belchior destacou o trabalho deixado pelo seu pai, Belchior Ferreira Nunes, quando prefeito de Custódia, principalmente no campo social, uma obra inacabada que o vereador Gilberto pretende concluir.

Animal morre eletrocutado na Praça Pe Leão


O que poderia ter acontecido com um ser humano, aconteceu com um animal que se alimentava na grama da Praça Pe Leão e acabou eletrocutado quando encostou em um dos postes, de aço, que sustenta as luminárias da Praça.
A morte do animal sinalizou para um defeito grave na instalação elétrica da Praça, que precisa ser revisada imediatamente.
O vereador Gilberto de Belchior, um dos primeiros a chegar no local da descarga, chamou um eletricista e constatou que estava havendo vazamento de corrente. Mandou desligar a chave geral, responsável pela iluminação, até que o problema elétrico seja resolvido.