quarta-feira, 21 de maio de 2014

Reação de Minas contra a atitude de Eduardo

 Minas está em pé de guerra com o candidato do PSB ao Planalto, Eduardo Campos. As reações, duras, pelo fato dele ter rompido acordo com Aécio Neves, para não lançar candidato a governador do PSB naquele Estado, começam a se esboçar.
Presidente da legenda tucana em Minas, Marcus Pestana diz que, em nenhum momento, o partido foi informado de uma posição diferente de Eduardo, pela qual o PSDB apoiaria o candidato socialista em Pernambuco e o PSB faria o mesmo em Minas, apoiando um candidato tucano.
“Não fomos comunicados. Para nós, a quebra da palavra empenhada é grave. Romper o acordo de Minas, com contrapartida em Pernambuco, é algo inacreditável”, disse Pestana, para quem haverá desdobramentos ruins para o PSB.
“Eduardo tem a pretensão de ser presidente da República? Será que imagina ter o nosso apoio numa hipotética passagem para o segundo turno? Com que argumentos ele pode propor qualquer acordo futuro com o PSDB se fura os compromissos assumidos já no primeiro degrau da escada?”
Pestana realça que, diferentemente do PSB, que está integrado ao governo tucano de Minas desde 2002, quando Aécio chegou ao Palácio da Liberdade, “o PSDB fazia oposição ao governo de Eduardo Campos em Pernambuco”.
“Nós cumprimos a nossa parte no acordo”, acrescentou, numa conversa com Josias de Souza. “Fizemos isso confiando na palavra do Eduardo. Como pode agora o PSB, que participa do nosso governo, dizer que não vai nos apoiar em Minas?” O candidato de Aécio à sucessão mineira é o tucano Pimenta da Veiga. Isso é uma agressão à memória do Sérgio Guerra”,  declarou Pestana, referindo-se ao ex-presidente nacional do PSDB, morto em março passado.
Guerra era amigo de Eduardo Campos. “Foi ele quem negociou esse acordo, sacramentado na casa do Eduardo!, lembra Pestana. Na última segunda-feira, após participar da solenidade de lançamento da candidatura do ex-governador tucano Antônio Anastasia ao Senado, Aécio também disse meia dúzia de palavras sobre a movimentação do PSB.

Nenhum comentário:

Postar um comentário